Rally “Negro”

Paulo Rodrigues • 20 de março de 2016

À semelhança do que tem acontecido com o mercado accionista, o mercado das commodities energéticas tem-se apresentado muito volátil, influenciado não só por factores do lado da oferta como também do lado da procura, pelo que ainda é muito cedo dizer com exactidão, qual será a tendência futura até haver um novo ponto de equilíbrio.

Apesar do “ouro negro” ter superado esta semana a fasquia dos 40 USD/bbl, sobretudo em reflexo dos inventários norte-americanos e das expectativas em torno da reunião dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia, que se realizará em Abril, na esperança de a produção de petróleo ser cortada, ainda é prematuro antever com rigor uma trajectória crescente dos preços. A depreciação do Dólar norte-americano, diante da Reserva Federal do EUA ter decidido manter as taxas de juro directoras, também contribuiu para a subida da matéria-prima nos mercados internacionais.


Desde o início do mês de Março, que o preço do barril WTI cotado em Nova Iorque subiu 16,86%, de 33,75 USD/bbl em 29 de Fevereiro para 39,44 USD/bbl em 18 de Março; enquanto que o preço do barril Brent cotado em Londres e de referência para as Ramas angolanas, subiu 14,54%, de 35,97 USD/bbl em 29 de Fevereiro para os 41,20 USD/bbl em 18 de Março, atingindo máximos de três meses.


Este cenário de subida poderá ser a esperança para países que dependem quase exclusivamente da receita do petróleo, como é o caso de Angola. Qualquer alteração da sua cotação contribui significativamente para a posição da sua Balança de Pagamentos com o exterior, tendo repercussões ao nível interno, como a entrada de menos divisas no mercado, nomeadamente de Dólares; a subida do nível geral de preços da cesta básica, apesar dos preços dos bens alimentares no mercado internacional estarem em queda; e, sobretudo, gera pobreza e agitação social.


É por essa razão, que os países dependentes do petróleo, monoprodutores e monoexportadores, deverão alterar o seu paradigma de modelo de crescimento económico, apostando em outros sectores-chave da economia, como por exemplo, agro-indústria, floresta, pesca, exploração de recursos minerais, rochas ordenamentais, bebidas e águas, cimento, turismo, etc.


Nenhum dos países da OPEP respira “democracia”, sendo comandados por um estado totalitarista, em que o domínio das reservas petrolíferas é conquistado por guerras e contaminado por corrupção. Esses actos ilícitos e violadores dos direitos humanos alimentam as elites locais despesistas, constituindo o lado mais negro e perigoso deste recurso escasso.


Há quem diga que estamos perante o início do fim da era do petróleo convencional, pelo menos em patamares elevados. Com o advento da extracção de petróleo proveniente 2 de gás betuminoso de xisto e o fim das sancções económicas ao Irão, verificou-se um excesso de oferta de petróleo global sem precedentes, jamais sentidos na história energética. O Irão desde 1997 que não produzia tanto petróleo, ao ter superado a barreira dos 3 mil barris diários no início do ano, tendo intenção de produzir até ao final do ano 4 mil barris diários. Por outro lado, o abrandamento da economia chinesa, em busca de menores matérias-primas, conduziu a uma quebra na procura global, pelo que o desequilíbrio entre a oferta e a procura permanecerá no curto prazo, até que os indicadores económicos se apresentem sólidos, despistando qualquer receio por parte dos investidores, pelo que se apela a muita precaução, pelo menos por enquanto, recomendando-se evitar excessos irracionais.


Alguns bancos internacionais de referência, como o Banco Nacional de Abu Dhabi e a Goldman Sachs, antecipam que o excesso de oferta de petróleo no mercado perdurará até 2017, podendo atingir um pico mínimo de 20 USD/bbl, voltando depois a situar-se num intervalo compreendido entre os 25 e os 45 USD/bbl no resto do ano. É neste intervalo de preços que possivelmente se definirá um novo equilíbrio entre a oferta e a procura, pelo menos até ao final deste ano.


Os actuais níveis de preços do petróleo poderão causar mais falências no sector petrolífero, levando à diminuição da capacidade de produção e refinação e à redução do investimento no sector. Só depois da eliminação da concorrência no mercado é que os preços tornar-se-ão robustos, mas nunca em patamares iguais aos dos anos anteriores, isto porque estamos a assistir a um choque tecnológica, em que a introdução de uma inovação gera competitividade de preços.

5 de maio de 2026
A primeira edição da “Festa do Caraças” marcou o fim-de-semana em Torres Vedras com uma ação especial dedicada ao Dia da Mãe. O evento reuniu centenas de pessoas e destacou-se por uma emocionante entrega surpresa de flores a dezenas de mães presentes no recinto. A iniciativa procurou valorizar o papel das mães de forma simples, mas significativa. “Queríamos criar um momento especial, cheio de carinho e emoção, que ficasse na memória das famílias”, explicou Paulo Rodrigues, participante na organização do evento. A distribuição das flores aconteceu durante a tarde, apanhando muitas mães de surpresa e criando momentos de emoção entre familiares e visitantes. Entre sorrisos, abraços e fotografias, a homenagem tornou-se um dos pontos altos da festa. Além desta iniciativa simbólica, a “Festa do Caraças” contou com animação musical, atuações ao vivo, espaços de convívio e atividades dedicadas às crianças, atraindo visitantes de vários pontos da região Oeste.  A organização considera que a primeira edição superou as expectativas e promete novidades para futuras iniciativas.
30 de abril de 2026
No início das manhãs de fins-de-semana, estando o tablet já carregado, o cartão de identificação pendurado ao pescoço e a lista de moradas cuidadosamente estudadas. Para quem está ao serviço do Instituto Nacional de Estatística (INE), os diversos inquéritos estão longe de serem apenas um exercício teórico são, sobretudo, um contacto direto com a realidade das famílias. “Cada porta é uma incógnita”, conta Paulo Rodrigues, entrevistador do INE. “Há quem nos receba com desconfiança, outros com curiosidade, e alguns até com vontade de conversar mais do que o questionário permite.” Numa localidade da região Oeste, a primeira entrevista do dia começa de forma tímida. Uma família aceita participar, ainda com alguma reserva. “Explico sempre que os dados são confidenciais e que este trabalho ajuda a compreender como vivem as famílias em Portugal. Quando percebem isso, ficam mais tranquilos”, explica. Ao longo do dia, acumulam-se histórias que dão rosto aos números. Por exemplo, uma idosa que vive sozinha e enumera, com rigor, cada despesa mensal. Um casal que partilha as dificuldades em equilibrar o orçamento face ao aumento das rendas. Um estudante que admite não ter noção sobre os seus gastos até ser confrontado com as perguntas do inquérito. “O mais importante é perceber como o custo de vida pesa de forma tão diferente para cada família”, observa Paulo. “Para alguns, falar de rendimentos é desconfortável; para outros, revela uma certa resignação.” Nem sempre o trabalho é fácil. Há portas que não se abrem, recusas camufladas e, por vezes, desconfiança quanto à legitimidade da abordagem. “Já me perguntaram se era burlão ou se estava a recolher dados para operadoras… faz parte. É preciso ser resiliente e saber comunicar com clareza”, admite. Apesar dos desafios, o contacto humano é, para Paulo, a maior recompensa. “Este part-time dá-nos uma perceção muito concreta do país real. Não são apenas números, são vidas, escolhas, dificuldades e prioridades.” No final do dia, com várias entrevistas concluídas, regressa com a sensação de missão cumprida. Cada resposta recolhida representa mais uma peça essencial para construir um retrato fiel do país, capaz de apoiar decisões económicas e políticas públicas mais informadas. “No fundo, somos um agente facilitador”, conclui. “Entre as pessoas e os dados que ajudam a melhorar o país.”
4 de março de 2026
O PRR português vai ajudar a resolver a destruição do país
4 de março de 2026
Apesar dos tempos especiais na relação comercial, Portugal tem de continuar a fazer negócios com os EUA, defende o Governo. “Não é um mercado de volume, é de valor. Tem uma capacidade aquisitiva muito importante”.
4 de março de 2026
Portugal destrona Espanha: é a “Economia do Ano 2025” no ranking anual da revista britânica The Economist, que compila dados económicos dos 36 países mais ricos do mundo.
4 de março de 2026
O Secretariado do Compacto Lusófono reuniu-se esta semana com os líderes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na sua 15.ª Cimeira e fórum económico em Bissau, Guiné-Bissau. As reuniões de 15 a 18 de julho proporcionaram uma plataforma estratégica para mostrar o papel do Compacto Lusófono na atração de financiamento privado para acelerar o desenvolvimento económico sustentável nos países africanos membros. Uma iniciativa do Banco Africano de Desenvolvimento em parceria com os governos de Portugal e do Brasil, o Compacto Lusófono apoia o investimento do setor privado nos seis Estados-membros africanos da CPLP: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial. Representando uma comunidade de mais de 300 milhões de pessoas em quatro continentes, com um PIB combinado de 2,3 bil biliões de dólares em 2024, a CPLP tem um imenso potencial para o comércio, o investimento e a transformação económica inclusiva. Os objetivos do Compacto são: promover o desenvolvimento inclusivo do setor privado, mobilizar financiamento misto e assistência técnica, fortalecer a resiliência económica e a integração regional e alinhar-se com as prioridades de desenvolvimento nacional e à agenda económica da CPLP. Durante a cimeira, funcionários do secretariado do Compacto Lusófono participaram em diálogos políticos de alto nível sobre segurança alimentar, tecnologia e sustentabilidade, que estão em consonância com o foco temático da cimeira sob a presidência rotativa da Guiné-Bissau. A equipa do Compacto também apresentou o seu conjunto de ferramentas de financiamento e critérios de elegibilidade, apoiando os esforços de mobilização de recursos nos países membros. “A 15.ª Cimeira da CPLP constituiu uma oportunidade única para reforçar as prioridades estratégicas do Compacto Lusófono, em particular nas áreas da segurança alimentar, tecnologia e sustentabilidade”, afirmou Neima Ferreira, coordenadora do Compacto Lusófono no Banco Africano de Desenvolvimento. “Com as ferramentas, as parcerias e a visão adequadas, os países de língua portuguesa podem liderar uma nova era de desenvolvimento impulsionado pelo investimento”, acrescentou. O país anfitrião, a Guiné-Bissau, reafirmou o seu compromisso com o crescimento liderado pelo setor privado e manifestou forte interesse em alinhar os mecanismos de apoio do Compacto com a sua estratégia nacional de desenvolvimento. Uma das principais realizações do Compacto é o Projeto Cabeólica, em Cabo Verde, uma parceria público-privada de energia eólica em grande escala, cofinanciado pelo Banco Africano de Desenvolvimento e pelo Banco Europeu de Investimento. O projeto fornece mais de 20% da eletricidade de Cabo Verde, evita a emissão de milhares de toneladas de CO2 por ano e criou mais de 150 empregos locais. A Cabeólica tornou-se uma referência em infraestruturas sustentáveis e financiamento inovador na região. À medida que os países de língua portuguesa procuram novos motores para o crescimento económico, o Compacto Lusófono oferece um mecanismo robusto para mobilizar capital do setor privado, promover a cooperação regional e avançar com objetivos de desenvolvimento comuns.
10 de maio de 2024
O Plano de Negócios, ou Business Plan, é um instrumento de gestão imprescindível que tem como objetivo planear as principais ideias e opções para uma análise correta de viabilidade de negócio, pretendendo proporcionar uma avaliação económica e financeira antes de pôr em prática essa ideia e minimizando, assim, a possibilidade de desperdiçar recursos e esforços, numa ideia sem viabilidade de longo prazo.
10 de maio de 2024
A Avaliação de Empresas, ou Enterprise Value, é um processo que visa determinar o valor de mercado de uma empresa, considerando os seus aspetos financeiros, operacionais, estratégicos e o setor em que se insere. A avaliação de empresas pode ter diversos objetivos, como fusões e aquisições (M&A), captação de investimentos, preparação da sucessão, reestruturação financeira, entre outros.
9 de maio de 2024
Montenegro promete acelerar execução de fundos da UE" " O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assegurou esta quinta-feira que Portugal está "muito empenhado" em recuperar atrasos na execução dos fundos europeus da coesão e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para ser "merecedor" destas verbas comunitárias. Falando aos jornalistas, em Bruxelas, o primeiro-ministro refere que o Governo quer recuperar no atraso que diz existir no PRR nacional. Luís Montenegro define prazos de 60 dias para cumprir o que ainda precisa de ser feito para receber as verbas que faltam do 3.º e 4.º pagamento e de 90 dias para poder avançar com o pedido do 5.º pagamento. "
9 de maio de 2024
Inteligência Artificial está entre as principais tendências em Fusões e Aquisições (M&A) para 2024