Quais os impactos potenciais na economia e nos mercados financeiros da ocorrência de um cenário prolongado de deflação

Paulo Rodrigues • 6 de julho de 2014

Quais os impactos potenciais na economia e nos mercados financeiros da ocorrência de um cenário prolongado de

deflação?

Num cenário de redução generalizada e prolongada dos preços de bens e serviços, as famílias adiam os seus consumos mais significativos, as empresas prorrogam as suas decisões de investimento e os bancos retardam os empréstimos, na expectativa de que no futuro os preços desçam ainda mais. Os agentes económicos adiam aquilo que faz crescer a economia, e com isso, também adiam os impostos que deveriam legalmente pagar, originando graves problemas para as contas fiscais do Estado.


Aqueles que se encontram numa situação de endividamento grave, o cenário complicase ainda mais. Com a desaceleração continuada dos preços na economia, os imóveis das famílias que serviam como hipoteca desvalorizam e a dívida aumenta (mas os créditos e os juros não descem) 1 .


O mesmo acontece com as dívidas das empresas que possuíam activos como garantia. Com menos consumo e menos investimento, a actividade económica retrai, os salários e o emprego também, entrando-se num ciclo virtuoso, no qual, quanto mais endividada a economia e os mercados financeiros estiverem pior será para a sua recuperação.


Se ocorrer uma verdadeira situação de deflação numa altura de crise de dívida soberana, esta poderá causar uma depressão económica profunda, dado que amplia no tempo os efeitos nefastos para a economia, como o desemprego das famílias, a insolvência das empresas, a diminuição da concessão de crédito, etc. São graves problemas e que já aconteceram nos EUA em 1929 durante o Crash bolsista e no Japão, nas últimas duas décadas, que criaram uma armadilha de dívida 2 .


Posto isto, pode-se afirmar que a deflação é uma ameaça superior à inflação para a economia e, olhando para os dados mais recentes, tanto da Zona Euro como de Portugal, há razões para preocupação 3 .


Para combater o risco de deflação, o BCE poderá recorrer a alguns instrumentos de política monetária. Este poderá mexer na taxa de juro de referência, mas também poderá injectar liquidez nas instituições financeiras ou até mesmo comprar dívida. No caso da última opção, esta levanta problemas legais uma vez que o Banco Central não está autorizado até ao momento de comprar dívida no mercado primário. É por isso que o BCE está cada vez mais pressionado a intervir para manter a estabilidade de preços (visando manter a inflação abaixo mas próxima de 2%). No dia 5 de Junho de 2014, o BCE cortou a taxa de juro de referência para o mínimo histórico de 0,15%, com o intuito de combater a descida dos preços.




1 No cenário de deflação, a taxa real é superior e isso reflecte-se nos créditos. No caso da dívida pública, torna-se mais difícil liquidar os empréstimos.


2 Após um combate de duas décadas contra a deflação, a economia japonesa está agora a caminhar para um período de recuperação. Por exemplo, em Abril de 2014, o Governo nipónico colocou o imposto sobre o consumo em 8,0% contra os anteriores 5,0%. Desde que tomou posse em Dezembro de 2012, o Primeiro-Ministro Shinzo Abe tem implementado um conjunto de medidas (estímulos económicos, política monetária expansionista e reformas estruturais) com o objectivo de tirar o país da estagnação.


3 Os números mostram que em Maio de 2014, a taxa de inflação anual na Zona Euro atingiu os 0,5%, de acordo com dados do Eurostat, uma descida face aos 0,7% registados em Abril, sendo Portugal um dos países periféricos mais vulneráveis ao problema, tendo apresentado uma inflação negativa de -0,44% em Maio, segundo o INE.

5 de maio de 2026
A primeira edição da “Festa do Caraças” marcou o fim-de-semana em Torres Vedras com uma ação especial dedicada ao Dia da Mãe. O evento reuniu centenas de pessoas e destacou-se por uma emocionante entrega surpresa de flores a dezenas de mães presentes no recinto. A iniciativa procurou valorizar o papel das mães de forma simples, mas significativa. “Queríamos criar um momento especial, cheio de carinho e emoção, que ficasse na memória das famílias”, explicou Paulo Rodrigues, participante na organização do evento. A distribuição das flores aconteceu durante a tarde, apanhando muitas mães de surpresa e criando momentos de emoção entre familiares e visitantes. Entre sorrisos, abraços e fotografias, a homenagem tornou-se um dos pontos altos da festa. Além desta iniciativa simbólica, a “Festa do Caraças” contou com animação musical, atuações ao vivo, espaços de convívio e atividades dedicadas às crianças, atraindo visitantes de vários pontos da região Oeste.  A organização considera que a primeira edição superou as expectativas e promete novidades para futuras iniciativas.
30 de abril de 2026
No início das manhãs de fins-de-semana, estando o tablet já carregado, o cartão de identificação pendurado ao pescoço e a lista de moradas cuidadosamente estudadas. Para quem está ao serviço do Instituto Nacional de Estatística (INE), os diversos inquéritos estão longe de serem apenas um exercício teórico são, sobretudo, um contacto direto com a realidade das famílias. “Cada porta é uma incógnita”, conta Paulo Rodrigues, entrevistador do INE. “Há quem nos receba com desconfiança, outros com curiosidade, e alguns até com vontade de conversar mais do que o questionário permite.” Numa localidade da região Oeste, a primeira entrevista do dia começa de forma tímida. Uma família aceita participar, ainda com alguma reserva. “Explico sempre que os dados são confidenciais e que este trabalho ajuda a compreender como vivem as famílias em Portugal. Quando percebem isso, ficam mais tranquilos”, explica. Ao longo do dia, acumulam-se histórias que dão rosto aos números. Por exemplo, uma idosa que vive sozinha e enumera, com rigor, cada despesa mensal. Um casal que partilha as dificuldades em equilibrar o orçamento face ao aumento das rendas. Um estudante que admite não ter noção sobre os seus gastos até ser confrontado com as perguntas do inquérito. “O mais importante é perceber como o custo de vida pesa de forma tão diferente para cada família”, observa Paulo. “Para alguns, falar de rendimentos é desconfortável; para outros, revela uma certa resignação.” Nem sempre o trabalho é fácil. Há portas que não se abrem, recusas camufladas e, por vezes, desconfiança quanto à legitimidade da abordagem. “Já me perguntaram se era burlão ou se estava a recolher dados para operadoras… faz parte. É preciso ser resiliente e saber comunicar com clareza”, admite. Apesar dos desafios, o contacto humano é, para Paulo, a maior recompensa. “Este part-time dá-nos uma perceção muito concreta do país real. Não são apenas números, são vidas, escolhas, dificuldades e prioridades.” No final do dia, com várias entrevistas concluídas, regressa com a sensação de missão cumprida. Cada resposta recolhida representa mais uma peça essencial para construir um retrato fiel do país, capaz de apoiar decisões económicas e políticas públicas mais informadas. “No fundo, somos um agente facilitador”, conclui. “Entre as pessoas e os dados que ajudam a melhorar o país.”
4 de março de 2026
O PRR português vai ajudar a resolver a destruição do país
4 de março de 2026
Apesar dos tempos especiais na relação comercial, Portugal tem de continuar a fazer negócios com os EUA, defende o Governo. “Não é um mercado de volume, é de valor. Tem uma capacidade aquisitiva muito importante”.
4 de março de 2026
Portugal destrona Espanha: é a “Economia do Ano 2025” no ranking anual da revista britânica The Economist, que compila dados económicos dos 36 países mais ricos do mundo.
4 de março de 2026
O Secretariado do Compacto Lusófono reuniu-se esta semana com os líderes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na sua 15.ª Cimeira e fórum económico em Bissau, Guiné-Bissau. As reuniões de 15 a 18 de julho proporcionaram uma plataforma estratégica para mostrar o papel do Compacto Lusófono na atração de financiamento privado para acelerar o desenvolvimento económico sustentável nos países africanos membros. Uma iniciativa do Banco Africano de Desenvolvimento em parceria com os governos de Portugal e do Brasil, o Compacto Lusófono apoia o investimento do setor privado nos seis Estados-membros africanos da CPLP: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial. Representando uma comunidade de mais de 300 milhões de pessoas em quatro continentes, com um PIB combinado de 2,3 bil biliões de dólares em 2024, a CPLP tem um imenso potencial para o comércio, o investimento e a transformação económica inclusiva. Os objetivos do Compacto são: promover o desenvolvimento inclusivo do setor privado, mobilizar financiamento misto e assistência técnica, fortalecer a resiliência económica e a integração regional e alinhar-se com as prioridades de desenvolvimento nacional e à agenda económica da CPLP. Durante a cimeira, funcionários do secretariado do Compacto Lusófono participaram em diálogos políticos de alto nível sobre segurança alimentar, tecnologia e sustentabilidade, que estão em consonância com o foco temático da cimeira sob a presidência rotativa da Guiné-Bissau. A equipa do Compacto também apresentou o seu conjunto de ferramentas de financiamento e critérios de elegibilidade, apoiando os esforços de mobilização de recursos nos países membros. “A 15.ª Cimeira da CPLP constituiu uma oportunidade única para reforçar as prioridades estratégicas do Compacto Lusófono, em particular nas áreas da segurança alimentar, tecnologia e sustentabilidade”, afirmou Neima Ferreira, coordenadora do Compacto Lusófono no Banco Africano de Desenvolvimento. “Com as ferramentas, as parcerias e a visão adequadas, os países de língua portuguesa podem liderar uma nova era de desenvolvimento impulsionado pelo investimento”, acrescentou. O país anfitrião, a Guiné-Bissau, reafirmou o seu compromisso com o crescimento liderado pelo setor privado e manifestou forte interesse em alinhar os mecanismos de apoio do Compacto com a sua estratégia nacional de desenvolvimento. Uma das principais realizações do Compacto é o Projeto Cabeólica, em Cabo Verde, uma parceria público-privada de energia eólica em grande escala, cofinanciado pelo Banco Africano de Desenvolvimento e pelo Banco Europeu de Investimento. O projeto fornece mais de 20% da eletricidade de Cabo Verde, evita a emissão de milhares de toneladas de CO2 por ano e criou mais de 150 empregos locais. A Cabeólica tornou-se uma referência em infraestruturas sustentáveis e financiamento inovador na região. À medida que os países de língua portuguesa procuram novos motores para o crescimento económico, o Compacto Lusófono oferece um mecanismo robusto para mobilizar capital do setor privado, promover a cooperação regional e avançar com objetivos de desenvolvimento comuns.
10 de maio de 2024
O Plano de Negócios, ou Business Plan, é um instrumento de gestão imprescindível que tem como objetivo planear as principais ideias e opções para uma análise correta de viabilidade de negócio, pretendendo proporcionar uma avaliação económica e financeira antes de pôr em prática essa ideia e minimizando, assim, a possibilidade de desperdiçar recursos e esforços, numa ideia sem viabilidade de longo prazo.
10 de maio de 2024
A Avaliação de Empresas, ou Enterprise Value, é um processo que visa determinar o valor de mercado de uma empresa, considerando os seus aspetos financeiros, operacionais, estratégicos e o setor em que se insere. A avaliação de empresas pode ter diversos objetivos, como fusões e aquisições (M&A), captação de investimentos, preparação da sucessão, reestruturação financeira, entre outros.
9 de maio de 2024
Montenegro promete acelerar execução de fundos da UE" " O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assegurou esta quinta-feira que Portugal está "muito empenhado" em recuperar atrasos na execução dos fundos europeus da coesão e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para ser "merecedor" destas verbas comunitárias. Falando aos jornalistas, em Bruxelas, o primeiro-ministro refere que o Governo quer recuperar no atraso que diz existir no PRR nacional. Luís Montenegro define prazos de 60 dias para cumprir o que ainda precisa de ser feito para receber as verbas que faltam do 3.º e 4.º pagamento e de 90 dias para poder avançar com o pedido do 5.º pagamento. "
9 de maio de 2024
Inteligência Artificial está entre as principais tendências em Fusões e Aquisições (M&A) para 2024