Ano Novo, novas dificuldades. Juros continuam a subir e janeiro traz novo aumento da prestação mensal

20 de janeiro de 2023

Quem tiver contratos de crédito à habitação revistos em janeiro vai voltar a sentir um forte aumento na prestação com a casa. Confira a sua situação



Havia uma luz ao fundo do túnel em relação à subida das taxas de juros e a luz continua acesa. Mas ficou menos cintilante. Parte do brilho foi retirado pelo Banco Central Europeu (BCE) na última reunião de política monetária, a 15 de dezembro.

Christine Lagarde e restantes membros do Conselho de Governadores do BCE reuniram-se como habitualmente em Frankfurt, na Alemanha, para decidir quanto iriam subir as taxas de juro de referência para a zona euro. Os dados já divulgados davam conta de alguma desaceleração na subida da taxa de inflação e as perspetivas eram de algum alívio.


Os mercados antecipavam uma subida de ‘apenas’ 0,5 pontos percentuais depois de duas subidas ‘jumbo’ de 0,75 pontos. E com subidas mais ligeiras de juros do BCE, as taxas Euribor também deveriam subir menos. E subindo menos as taxas Euribor, aumentariam menos as prestações de quem tem crédito à habitação.

As expectativas confirmaram-se. O BCE apenas subiu as suas taxas diretoras em 0,5 pontos percentuais.

Mas as boas notícias duraram muito pouco. Juntamente com o anúncio de uma subida mais modesta dos juros vinha também um comunicado arrasador do BCE onde se afastava qualquer esperança de que o pior já teria passado.

“O Conselho do BCE decidiu hoje aumentar as três taxas de juro diretoras em 50 pontos base e, com base na revisão substancial em alta das perspetivas de inflação, espera aumentá-las ainda mais”. Mas o BCE foi ainda mais longe. “As taxas de juro terão ainda de subir significativamente a um ritmo constante para atingir níveis suficientemente restritivos para assegurar um regresso atempado da inflação ao objetivo de 2% a médio prazo”.

 

Nota:

O BCE tem três taxas de juro de referência:

- A taxa das operações principais de refinanciamento. A taxa à qual os bancos podem contrair empréstimos junto do BCE pelo prazo de uma semana: está atualmente nos 2,5%, mas foi de zero entre março de 2016 e julho deste ano;

- A taxa de depósito, que determina os juros que os bancos recebem pelos depósitos realizados junto do BCE: está atualmente em 2%. Mas entre julho de 2012 e junho de 2013 era de zero. E entre junho de 2013 e julho deste ano era negativa, obrigando os bancos a pagar pelos depósitos que faziam no BCE;

- E a taxa de cedência de liquidez, que determina o juro que os bancos pagam quando contraem empréstimos junto do BCE pelo prazo de um dia (overnight). Está atualmente em 2,75%.

 

Depois do comunicado, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, o tom de Christine Lagarde não foi diferente. E depois dessa conferência de imprensa, as declarações feitas por membros do Conselho de Governadores do BCE também foram no mesmo sentido.

E estas declarações alteraram as expectativas que havia no mercado.

“Alteraram substancialmente”, afirma Paulo Rosa, economista sénior do Banco Carregosa, sublinhando que antes da reunião, “o mercado antecipava uma taxa de juro terminal em 2023 à volta dos 2,83%”, mas nos momentos que se seguiram à reunião e durante a conferência de imprensa, a “subida foi significativa” para “uma taxa terminal no final do dia 15 de dezembro de 3,2%”. E “atualmente a taxa de juro terminal do BCE antecipada pelo mercado é de 3,45%, esperando os investidores que esse valor seja atingido a meio do verão do próximo ano, mais concretamente na reunião de política do BCE no dia 27 de julho de 2023”.

Filipe Garcia, presidente e Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros, recorda que a decisão do BCE em subir as taxas em 0,5 pontos percentuais “não apanhou ninguém de surpresa”, mas o discurso de Lagarde e de outros membros do BCE “tem endurecido” porque “os sinais de recessão já não são tão fortes ou evidentes”.

Para o economista, há uma outra explicação possível. Depois de uma subida de apenas meio ponto percentual, o discurso mais agressivo pode ter sido “uma forma de satisfazer os membros que desejavam uma taxa mais alta”.

Certo é que as expectativas do mercado são, agora, de que “a taxa de depósitos, atualmente nos 2%, suba mais 150 pontos em 2023 para 3,5%, com a última subida a acontecer algures entre junho e julho”, sublinha Filipe Garcia, adiantando que depois disso, a taxa “deverá manter-se nesses níveis” podendo haver alguma probabilidade de corte no final do ano.

E com as taxas de juro do BCE a poderem subir mais 1,5 pontos percentuais, o efeito nas Euribor será inevitável.

“É provável que ainda se agravem um pouco mais (…), mas à medida que a economia desacelera, penalizada sobretudo pela forte alta dos juros, a inflação também recue e possibilite uma reversão da alta dos juros no final de 2023”, perspetiva Paulo Rosa. Mas mesmo apesar da volatilidade que se tem vindo a verificar, Filipe Garcia lembra que o mercado já desconta para as taxas Euribor “um máximo de 3,7% em junho de 2023”.


A luz ao fundo do túnel


Olhando para o que já aconteceu e não para o que vai acontecer, a tal luz ao fundo do túnel em relação às taxas Euribor mantém-se, mas menos cintilante.

As taxas médias mensais têm vindo a aumentar de forma constante desde o início de 2022 e esse aumento estava a ser cada vez maior de mês para mês até atingir um máximo em setembro. A partir desse mês, mesmo aumentando sempre, a subida foi sendo mais pequena. E em dezembro o mesmo aconteceu: a subida em relação a novembro foi menor que a subida ocorrida entre novembro e outubro. Mas há um claro antes e depois de 15 de dezembro, no dia da reunião do BCE.

Entre 1 e 15 de dezembro a Euribor a 12 meses, por exemplo, apenas tinha subido 0,025 pontos percentuais. Mas na segunda quinzena de dezembro o aumento foi de 0,424 pontos.


Subida nas prestações pode chegar aos 270 euros


Com maior ou menor subida, certo é que quem tiver crédito à habitação cujos contratos sejam revistos em janeiro de 2023 vão sentir um forte aumento da prestação mensal.

Em especial quem tenha contratos indexados à Euribor a 12 meses. Para um contrato de 150 mil euros a 30 anos e com um spread de 1%, o aumento da prestação pode chegar quase a 270 euros. E mesmo para quem apenas já só deva 25 mil euros ao banco, a subida poderá atingir quase 45 euros.

 

Nos casos de crédito à habitação indexados à Euribor a seis meses, a subida face à última prestação não será tão significativa, mas já será a segunda revisão desde janeiro de 2022.

Neste caso o aumento da prestação pode chegar aos 185 euros, num empréstimo de 150 mil euros, mas no conjunto do ano, o aumento passa os 232 euros.

 

E por fim, no caso de um contrato indexado à Euribor a três meses, a subida será ainda menor, mas será também a quarta vez, no espaço de um ano, em que a prestação aumenta. A subida em janeiro poderá atingir os 82 euros, mas no conjunto do ano o aumento já será de 194 euros.

 

 

Notícia da CNN Portugal

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